A CARTA
Zarparam meus navios mar adentro
Levando minha carta sem palavras
Quando o dizer tudo é dizer nada
Poemas de horizontes reticências
Se posso discorrer a transparência
Já não me afogo em frases para tanto
E o que posto é uma folha em branco
Para dizer-te árvores sem flores
Não traço dores tampouco alegrias
Antes sorria agora sou um livro
Que abriga extensas pausas sem ruído
Quando o dizer mais é dizer findo.
GRADAÇÃO DE SOMBRAS
Há 13 anos
Um comentário:
Esculpindo o ápice da metalinguagem...
Poética do ego, hic et nunc.
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