TEMPO
Diante de mim
Os relógios disparam
Seus picos velozes
O mês é uma nuvem
que inunda meu corpo
Em rápidas luas
As ruas viajam
Em pássaros súbitos
De asas ventadas
Perseguem-me estradas
Atrás de meus passos
Que saltam à frente
Atrás vem o mundo
Seus mapas pintados
Trocando de luzes
Pedaços de corpos
Apressam-me em pernas
De longas passadas
Janelas expressas
Assistem caladas
Com os braços pousados
E enquanto disparo
Na fuga incorpórea
Ao rumo do nada
Eu vejo meu outro
Deitado na relva
Das rochas cansadas.
GRADAÇÃO DE SOMBRAS
Há 13 anos
3 comentários:
Putz...
Imagens incríveis uma após a outra...
e eu já não fosse seu fã, iria procurar a repartição pública correta pra tirar carteirinha.
Quanta inspiração pousa nessa varanda !!!
De prima!
Boa!
Não sei se o tempo assusta o conforta.
Não se vê o tempo!
Sabe-se que ele vem e se vai, mas não volta.
É como algum amor que se foi e não volta mais.
O tempo em poesia é o infinito, todo ele contemplado.
Sua poesia Denise, nos leva no tempo!
Toni Ferreira
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