quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


PONTOS CARDEAIS

A onda desfaz-se em rios
Desordens da imensidão
Por que me trai coração
A confundir meu caminho?

Se a leste sou claridade
Loquaz jardim de planície
A oeste serei mais triste
Na curvatura da tarde

O sul de invernos lunares
Me quer sob seus tentáculos
Afaga-me em seu casaco
Ascende uma tempestade

Norte, sigo a jovem estrela
Às margens do rastro escuro
Tudo é silêncio. Futuro.
Avisto uma cruz acesa.

4 comentários:

Héber Sales disse...

a oeste serei mais triste
na curvatura da tarde

gostei tanto da imagem... sei que ela irá me acompanhar por muitos anos.

Assis de Mello disse...

Realmente, você é a Rosa-dos-Ventos.
Sorte a nossa, trabalhadores do jardim, que você compartilha seus horizontes.

adrianna coelho disse...


a sua poesia é lindíssima, denise.

adoro!

CRÍTICA NACIONAL disse...

Já senti o coração falar e tentei expressar esse sentimento em palavras.
Escrevi:
P o e m a

De lira tão afinada que toca o coração
Saem versos de cor vária que fazem sonhar
E toca à alma dando-lhe rara emoção.
Só o homem é capaz de sofrer e amar.

Deus! Qual o melhor momento de oração?!
É aquele em que o amor é infinito
Tocando-nos as entranhas do coração,
Mostrando qão esse sentimento é bonito.

Não há poetas nem flores nos jardins,
Pois o amor não é só céu, sol e luar,
Mas sonhos e imagens de querubins.

Dos amantes momentos de inspiração,
Sonhos, sussurros e fantasias de amar,
Num êxtase dos que falam pelo coração.