quinta-feira, 26 de novembro de 2009


NAVIOS

Venho ao cais esperar navios
Sucedem-se as altas vagas
Aceno sinais de estio
Às vesperas adiadas

Te aguardo e quando te espreito
Arrastam-se os segundos
O vento esticou o mundo
Nos cárceres dos estaleiro

Passam veios, horas largas
Nenhum sinal de teu fardo
Busco-te a cada entrada
O que me passas - passado.

11 comentários:

Sara L. Miranda disse...

Muito belo blogue. Bjs

Wilson Torres Nanini disse...

Mais um maravilhoso poema! Abraços!

Davino disse...

CARAVELAS


Deixam para trás o oceano
dos mitos e toda escuridão
povoada de medos antigos
e seguem pela água lisa
rumo à terra do outro, que pode
dar-lhes especiaria nobre.




Santa Maria, Pinta e Nina.
Prozac, Ludiomil, Serotonina.
Qualquer tristonha caravela
quer colonizar A Alegria.
A nave dos deprimidos
fatalmente procura A América.




Penso que todo antidepressivo
(verdes mares, velas alvares)
tem jeito de navio antigo.

BAR DO BARDO disse...

Bom tema, bem desenvolvido.

MqV disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marco Valladares disse...

Fizeste-me navegar entre os heróis de Caymmi e as viúvas de Pessoa!

Paulo disse...

Suas poesias são nuas como nossas almas. Denise, aprecio a forma como escreves e as idéias que lhe impulsionam as palavras.Como se as letras dançassem num palco de papel.

Abraço

Marcia disse...

Não tenho alma de poeta, mas é impossível ler suas poesias sem mergulhar nos sentimentos das suas "palavras".
Grande bjo.

luiz gustavo disse...

"...de quase estorvo
estuar o último vôo
ao troar do corvo tão só..."

Wilton disse...

Amo-te, Denise, pelas palavras!

ANTONIO disse...

Denise, onde anda a poetisa
que o amor toca e canta
e quando o verso concretiza
o nosso coração encanta!?

Adílio Belmonte,
Curitiba-PR